ARANHAS

do Parque Natural da Baía do Inferno e do Monte Angra

Não estão ainda estudadas em detalhe as espécies de aranhas que podem ser encontradas na Baía do Inferno e no Monte Angra. Mas, ao caminhar pela parte terrestre do Parque Natural da Baía do Inferno e do Monte Angra, duas espécies de aranhas, pelo seu tamanho e comportamento, vão-lhe certamente chamar a atenção.

Argiope lobata

A Argiope lobata é uma espécie de aranhas com uma distribuição alargada em África e também no Sul da Europa e na Ásia. Os machos, que morrem naturalmente imediatamente após o acasalamento, são mais pequenos (6 a 8 mm) do que as fêmeas (15 a 25 mm). Nestas o abdómen apresenta característicos lobos em todo o limite lateral e posterior. As suas teias estão, geralmente, posicionadas não muito acima do solo. São aranhas com actividade diurna que, quando pressentem movimentos nas suas proximidades ou se sentem ameaçadas, fazem a teia movimentar-se, tornando-a menos visível. Dificultam, assim, a sua captura por eventuais predadores e facilitam a queda das suas presas na teia.

A picada da Argiope lobata pode ser dolorosa mas não é venenosa.

Nephila senegalensis

A Nephila senegalensis (Banded Golden Orb Weaver), classificada na IUCN Red List como Least Concern, ou seja, não motiva particulares preocupações relativamente à sua conservação, é uma espécie de aranhas com distribuição muito ampla e populações numerosas ao longo de todo o continente africano. Tem em Cabo Verde o seu limite de distribuição mais a Norte. Ocorre em ambientes de savana e onde podem existir espécies vegetais arbóreas introduzidas, e não é incomum observar estas aranhas em zonas próximas de terrenos agrícolas e peri-urbanos.

Faz teias de dimensões bastante apreciáveis, geralmente afastadas do chão 1 a 3 metros, e armazena as suas presas enroladas em fios de teia, em alinhamentos verticais geralmente localizados acima do centro da teia.

Textos e fotografias: Nuno de Santos Loureiro

Revisão mais recente: 10 de Janeiro de 2020