O PARQUE NATURAL DA BAÍA DO INFERNO E DO MONTE ANGRA (PNBIMA) terá, se a proposta for aceite, uma área total de 210,96 km2, dos quais 36,26 km2 (17,2% da área total) são terrestres e os restantes 174,70 km2 (82,8% da área total) são marinhos.

 

Nas falésias costeiras da Baía do Inferno o ponto mais elevado é o Monte Angra, com 577 metros. No interior, a Achada do Monte, próximo de Entre Picos de Reda, atinge 606 metros, enquanto que a altitude máxima do Monte Xerife é de 525 metros. A Ribeira de St.ª Clara e a Ribeira de Angra, ambas de regime torrencial, são os principais cursos de água que atravessam o território do PNBIMA, encaixadas em magníficos canyons.

 

Na parte marinha ultrapassam-se os 500 metros de profundidade, abaixo do nível médio da água do mar.

Nos limites do PNBIMA localizam-se duas povoações litorais e piscatórias - Porto Mosquito e Porto Rincão - e uma povoação serrana e rural - Entre Picos de Reda. A futura área protegida será, administrativamente, parte integrante dos concelhos de Santa Catarina (Assomada) e da Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha).

Toda a parte emersa do PNBIMA é um enorme anfiteatro natural virado para o Oceano Atlântico, com uma exposição a Sudoeste predominante. A geologia e litologia impõem-se de forma majestosa e proporcionam paisagens de enorme beleza natural, onde até surgem quatro velhos cones vulcânicos, e que podem ser apreciadas a partir da terra e também do mar.

 

Do alto do Monte Angra avista-se um magnífico trecho da costa da ilha de Santiago e, ao fundo, a ilha do Fogo. De barco, navegando pela Baía do Inferno, avistam-se as arribas monumentais e nelas nidificam espécies de aves como o rabo-de-junco e o alcatraz. Nas águas marinhas vivem inúmeras espécies aquáticas. Entre elas estão, por certo, alguns peixes, como o atum, de elevado interesse comercial, e também os golfinhos, auxiliares indispensáveis dos pescadores nas suas fainas diárias.

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